Eu não sou mãe, mas acho que sei um bocadinho sobre o amor.

Eu não sou mãe, mas acho que sei um bocadinho sobre o amor.


Foi-me ensinado desde que nasci, na forma mais bonita de o demonstrar e de o definir: no que não se diz. No que, às vezes, até nem se compreende. Mas que está. Que está sempre. E que permanece.


Foi-me ensinado, desde que nasci, em pessoas.


E na pessoa que foi e que é sempre, por nós e para nós (e por todos e para todos). Que foi sempre por dois. Que é sempre por mil.


 


Eu não sou mãe, mas acho que sei um bocadinho sobre o amor.


Olha-me nos olhos, e olha por mim (e por todos), desde sempre.


A minha mãe, que é só amor, que já sobreviveu a tanto, tem sempre mais um bocadinho de força, encontra sempre mais um bocadinho de coragem.


 


E a sua primeira filha, que também já é mãe, pregou-nos um susto a todos. Mas eu, que não sou mãe, sei que no coração da minha mãe o susto foi ainda mais duro.


Sei-o: sinto-lhe os anseios, leio-lhe os silêncios, amparo-lhe o coração.


É que eu não sou mãe, mas acho que sei um bocadinho sobre o amor.


 


E cá está ela: continua a estar sempre, a ser sempre, por todos e para todos. Ela, o puro amor.


 


Mas agora é, também, a nossa vez.


Retribuo-lhe agora esse amor. Esse cuidar.


Depois de tudo, de tanto, não podia ser diferente.


O amor que sempre cuidou também precisa, um dia, de ser cuidado.


É que eu não sou mãe, mas acho que sei um bocadinho sobre o amor.

Comentários

  1. Tão bonito, Daniela!
    Não é preciso ser pai ou mãe, para perceber de amor.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
  2. Tu sabes tanto sobre o amor.  Um xi-coração do tamanho do mundo! 

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vou aprendendo à medida que vou ficando mais rica, com pessoas bonitas (como tu) ❤️

      Eliminar

Enviar um comentário